sábado, 31 de dezembro de 2016

Escolha Austríaca de economia

Essa tal Escola Austríaca
Pode ser boa na terra
Onde não há pobre, nem
Netos de escravos, nem 
dependentes de lavoura 
onde a terra é seca e pouca

Talvez na Áustria dê certo
Mas no Brasil não tem jeito.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O que é a justiça?

Portanto,  tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.
Mateus 7:12 ARC95


O ser humano é recíproco.
O homem é recíproco.
O homem é um ser recíproco.

O que você faz ao homem, ele tenderá a retribuir.
Se você desejar "bom dia", deve ouvir "bom dia". Se ignorar alguém, deve ser ignorado.
Você também tenderá à responder à altura o que lhe fizerem.

Domina a relação interpessoal quem conhece essa "lei" e toma a iniciativa.
Você pode fazer com que o outro se comporte como você espera mudando suas próprias atitudes para com ele.
O mundo todo tenderá a reagir conforme as suas atitudes para com o mundo.

Quando você dá aos homens atitudes ruins, torna-se culpado pelo mal com que estes reagiram.
Quando faz um bem até mesmo a quem não merece, você é o gerador do bem que este tenderá a fazer.
Sua atitude justa é que faz diferença, não suas reações iguais ao que recebeu.

É justo fazer o bem aos amigos e aos inimigos.
Os amigos serão conservados.
Os inimigos poderão deixar de sê-lo.

Não é justo retribuir o mal com o mal.
A retribuição também é uma atitude e também tem poder gerador.
Se você retribui o mal com o bem, quebra o ciclo da injustiça.

A justiça é:
Fazer aos homens o que deseja que estes façam a você.

O mundo justo será aquele em que os homens fizerem aos outros tudo aquilo que gostariam que lhes fizessem.
O mundo justo será aquele em que os homens não fizerem aos outros nada daquilo que não gostariam que lhes fizessem.

(Ricardo Smyllie
Em 23 de dezembro de 2016)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Reflexões sobre problemas no regime democrático

Na noite passada tive uma conversa esclarecedora com um amigo, de conhecimento esplêndido, que me ajudou a quebrar alguns paradigmas sobre a política. 
Suas reflexões sobre a diferença entre a democracia e o republicanismo foram inspiradoras e eu espero ainda dissertar sobre este tema. 
Enquanto não o faço, deixo um artigo de Hélio Schwartsman que nos é capaz de abrir a visão sobre a democracia.

28/09/2000

Democracia, Platão e Churchill

da Folha Online
A três dias das eleições municipais, nada mais oportuno do que falar de democracia. E, sempre que se aborda um assunto importante como esse, é obrigatório conferir o que Platão tinha a dizer sobre ele. Na "República" (557a), o filósofo oferece uma pista: "A democracia se estabelece quando os pobres ("hoi pénetes"), tendo vencido seus inimigos, massacram alguns, banem os outros e partilham igualmente com os restantes o governo e as magistraturas".
É verdade, sou obrigado a admitir, Platão não era exatamente um democrata. Na verdade, ele não gostava nem um pouco da democracia. Há outras passagens da "República" em que ele a compara à escravidão (563d) e os democratas, a feras excitadas (559d). Mais referências desabonadoras se multiplicam em outros textos. Por republicana pudicícia, recuso-me a reproduzi-las.
Se queremos salvar a nossa democracia das críticas de Platão, precisamos, antes de mais nada, saber se estamos falando da mesma coisa.
Ora, a democracia brasileira não se assemelha muito à descrição do filósofo. Parece um exagero afirmar que, no Brasil, os pobres tenham chegado ao poder e massacrado alguns. É provável que o nosso problema resida justamente nessa passividade. Em termos platônicos, estaríamos numa oligarquia, o regime em que, para falar bom português, o dinheiro manda (555b).
Mas o que era a democracia ateniense, que Platão tanto detestava? A Atenas do século 5º a.C. contava com 500 mil habitantes, dos quais 300 mil eram escravos. Da população de 200 mil pessoas livres, é preciso ainda descontar as mulheres, as crianças e os estrangeiros. Assim, ficamos com 40 mil cidadãos, aos quais era dado exercer a democracia, e 460 mil que tinham muito poucos direitos. Chamamos a democracia grega de democracia mais para prestar tributo a uma herança espiritual do que por adequação do exemplo ao conceito.
Antes que o leitor se entusiasme, vejo-me mais uma vez compelido a esclarecer que Platão não criticava a democracia ateniense porque ela não era completa. Ao contrário até, ela a rechaçava porque gente demais exercia o poder. Para ele, a oligarquia era preferível à democracia, regime no qual desiguais são tratados como iguais, o que costuma gerar uma série de dificuldades. O povo pode, por exemplo, ser facilmente manipulado por demagogos, idéia que era odiosa para o filósofo.
Em termos mais gerais, o que Platão recrimina à democracia, e em maior ou menor grau a todos os regimes políticos então conhecidos, é o fato de não estar de acordo com a sua filosofia. A República platônica seria melhor do que os outros porque nela, sob a direção de filósofos, cada cidadão desempenha as tarefas que estão de acordo com sua natureza. É um sistema que reproduz com mais fidelidade o mundo das essências. Se o estudante estudar, o professor professar, o ferreiro ferrar e o Geraldinho prefeitar, cada um deles será mais feliz. Platão não está em busca de uma eficiência capitalista, mas, como em toda utopia, da felicidade individual e coletiva.
O filósofo-rei escapa à acusação de tirano porque contemplou o Bem e, portanto, faz o que é melhor para todos. Numa palavra, o filósofo-rei, por definição, não erra.
Tenho a impressão de que o presidente Fernando Henrique Cardoso e os tucanos em geral gostam das páginas em que Platão descreve a cidade perfeita, principalmente as passagens em que ele explica por que os iluminados têm o dever de mandar, por maior que seja a quota de sacrifício pessoal necessária para essa tarefa.
É triste dizê-lo, mas Platão estava errado. Era raro acontecer, mas acontecia. Desconfio de que o próprio Platão sabia que havia um problema com sua teoria, pelo menos depois do fracasso que foi a tentativa de implantação de seu sistema em Siracusa, na Sicília. De qualquer forma, o filósofo jamais renunciou à viabilidade de suas idéias, embora sempre tenha sido extremamente pessimista com a política.
Hoje, não louvamos a democracia por absconsas virtudes políticas, mas apenas por ser o sistema que melhor resiste à tirania, que, mesmo para Platão, era o pior dos males. Até Fujimori, em seu simulacro de democracia, aparentemente está se retirando, e por força de um escândalo que maculou, por paradoxal que seja, a aparência democrática de seu regime.
A grande vantagem de Platão é que ele, até quando erra, tem algo a ensinar. Embora seu prognóstico tenha se revelado falho, algumas das críticas que ele faz à democracia permanecem válidas. A possibilidade de manipular as massas continua sendo um desafio ao regime democrático ideal. Na véspera de uma eleição, tudo pode ocorrer. FHC pode mandar pagar o FGTS a todos os trabalhadores. Clinton pode usar as reservas estratégicas de petróleo dos EUA para dar gasolina barata ao povo. O risco sempre existe e é considerável. Basta lembrar que Hitler surgiu da Weimar democrática.
Nada impede, porém, que o sistema seja aprimorado. Talvez nem tanto como na vigorosa democracia iugoslava, em que os dois lados em disputa podem proclamar a vitória, mas certamente dá para melhorar um bocadinho.
Uma crítica moderna às democracias é o seu caráter representativo e não direto. Parte da legitimidade se perderia na intermediação por políticos profissionais. Ora, com o advento da Internet, o obstáculo prático à democracia direta está tecnicamente superado. É perfeitamente possível que o cidadão, enquanto toma o seu café da manhã, vote em projetos que lhe sejam apresentados pela rede. É claro que os atuais parlamentares dificilmente abrirão mão de seu poder, e o acesso restrito a computadores tende a agravar o caráter censitário da oligodemocracia brasileira. De todo modo essa é uma idéia que, com o tempo, tende a ganhar força e viabilidade.
Afastar definitivamente o demagogo é uma impossibilidade, porque implicaria ter a capacidade de perscrutar a alma humana. E será que um demagogo bem-intencionado, hipótese em que já nem seria mais um demagogo, é menos daninho do que um com interesses inconfessáveis? Não acredito muito.
Enfim, valem as palavras de Churchill: "Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos".

(
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/helioschwartsman/ult510u355777.shtml)

Hélio Schwartsman, 51 anos, é articulista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001. Escreve para a Folha Online às quintas

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

A política, os maus e os bons

O que há no Brasil é um sistema que não consegue atrair pessoas interessantes para a política. Pessoas que tenham no centro do seu interesse os interesses da nação. O sistema político brasileiro foi moldado, talhado, para escolher gente ruim.

(Do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa)

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

1968 - O ano que voltou em 2016

Governo Temer tentou esvaziar órgão que autoriza construções (conivência com prevaricação)

De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.
Rui Barbosa



Temer tenta impedir emojis de vômito no Facebook (censura!) 

Apesar de você

amanhã há de ser outro dia.
(Chico Buarque)

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Poema das Minorias


Eu sou o filho da senzala, eu sou negro
Sou do sertão, sou da seca, nordestino
Eu sou o pobre do barraco, eu sou pobre
Sou quem sofreu de ser pequeno e ainda sofre

Eu ando a pé, quando muito vou de trem
Nunca estudei, só trabalho se aparece
Eu sou quem bebe só pra não morrer de frio
Eu sou o rio poluído, eu sou o rio

Se não conhece, o prazer é todo meu
Eu te incomodo, te acabo c'o sossego
Faço barulho, tenho cheiro, ainda bem
Não fosse isso, eu era menos que ninguém

(Ricardo Smyllie)

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Que tal valorizar o passe do mestre?

"O jogador está ganhando milhões enquanto o professor ganha uma merreca."

O sujeito paga muitocentos reais para assistir a um jogo de futebol, compra uniforme, assina canal esportivo, prefere a marca do patrocinador e depois fala que não entende porque o jogador ganha tamanho salário enquanto professores do ensino fundamental e médio recebem uma pequena fração.

Alguém aí sugere aos secretários de educação que fechem contrato de publicidade nas escolas (que tal Kalunga?) e façam transmissão ao vivo das aulas em rede aberta?

Só assim pra "valorizar o passe"!

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Descubra por quê os americanos estão com medo de não votar em Donald Trump

Parece que a extrema direita conservadora descobriu que não está fácil chegar ao poder pelo modo democrático, com voto popular. A solução é derrubar o governo eleito.

Segundo o NYT, há 91% de chance de Hillary Clinton vencer as eleições nos Estados Unidos. Mas, se vencer, não será tão fácil governar a maior potência mundial

Leia as chamadas abaixo e tire suas conclusões:







nuclear (Infomoney)









quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Comprar livros é...

Não se trata de gasto ou mero investimento. Comprar livros é aplicação financeira num patrimônio imaterial permanente e progressivo: o conhecimento.



domingo, 16 de outubro de 2016

Sobre as notícias do dia (em que o Lula seria preso)

"Um pouco mais para a esquerda, por favor."
"Não precisa cortar mais, já está bom."
"Língua presa, língua presa presa?"
"Alegria de pobre dura pouco."
"A que horas acaba o show?"
"Só tem camarote?"
"Eles querem lula com caviar."
" Onde estão os amigos? Viraram fogo amigo."
"O povo caiu, coitado, não aguentou o golpe de direita que levou."
"Não adianta tentar entender agora, só daqui a 30 anos."
"O gato comeu a língua de todo mundo? "
"Um brinde à memória dos que foram esquecidos por nós!"
"Não pense em crise, trabalhe."


"Penso, logo RESISTO."

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Protecionismo e corporativismo

Em ambientes corporativos, não se pune por delinquir, mas por ter sido pego pelos de fora, o que expõe a risco a reputação que mantém o sistema como sempre foi.

Meritocracia - Visão de uma juíza que reconheceu as oportunidades que teve

Há um tempo eu admirei o teor da decisão da juíza Fernanda Orsomarzo, do Paraná, sobre maus-tratos contra animais em eventos esportivos.

Hoje, precisava citar uma jurisprudência sua em um compilado legal. Qual não foi minha surpresa ao ver que um post da juíza sobre meritocracia havia viralizado.

Segue abaixo o post mencionado, recomendo intensamente a leitura:

“Ralei duro para ser Juíza de Direito. Cheguei a estudar 12 horas por dia em busca da concretização do tão almejado sonho. Abdiquei de festas, passei feriados em frente aos livros, perdi momentos únicos em família. Sim, o esforço pessoal contou. Mas dizer que isso é mérito meu soa, no mínimo, hipócrita.

Em primeiro lugar, nasci branca. Faço parte de uma típica família de classe média. Estudei em escola particular, frequentei cursos de inglês e informática, tive acesso a filmes e livros. Contei com pais presentes e preocupados com a minha formação. Jamais me faltou café da manhã, almoço e jantar. Nunca me preocupei com merenda ou material escolar.

Todos têm suas lutas e histórias de vida. Todos enfrentam dificuldades e desafios. Porém, enquanto para alguns esses entraves não passam de meras pedras no caminho, para outros a vida em si é uma pedra no caminho.

Meu esforço individual contou, mas eu nada seria sem as inúmeras oportunidades proporcionadas pelo fato de ter nascido – repito – branca e no seio de uma família de classe média minimamente estruturada.

O mérito não é meu. Na linha da corrida em busca do sucesso e realização, eu saí na frente desde que nasci. Não é justo, não é honesto exigir que um garoto que sequer tem professores pagos pelo Estado entre nessa competição em iguais condições. Nunca, jamais estivemos em iguais condições.

O discurso embasado na meritocracia desresponsabiliza o Estado e joga nos ombros do indivíduo todo o peso de sua omissão e da falta de políticas públicas. A meritocracia naturaliza a pobreza, encara com normalidade a desigualdade social e produz esquecimento – quem defende essa falácia não se recorda que contou com inúmeros auxílios para chegar onde chegou.”

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Problema: Direito de Propriedade

Problema 1

Você pode mesmo se considerar LEGÍTIMO proprietário de um terreno que é seu?

Você comprou o terreno de alguém.
Que herdou do pai.
Que havia trocado por outro terreno.
Que havia herdado do pai.
Que havia invadido o espaço. (é legítimo comprar um terreno invadido?)
Que pertencia a um grande latifundiário.
Que havia herdado tudo do pai.
Que ganhou da Coroa Portuguesa.
Que chegou de caravelas e tomou do índio. (é legítimo comprar um terreno tomado à força?)
Que morava no terreno, não porque era seu, mas porque ficava perto de duas nascentes.

Se o negócio está viciado na origem,  todo o desenrolar está comprometido.

Quem seria o legítimo proprietário do terreno?

Você pode retirar qualquer parte da história ou modificá-la para sanar o vício. Só não vale usar de hipocrisia.

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Problema 2

Como eu posso ser proprietário de alguma coisa que estava ali quando eu nasci?
Se eu comprei por dinheiro, a quem paguei?
Como essa pessoa pode ser proprietária de alguma coisa que estava ali quando ela nasceu?
Se ela comprou por dinheiro, a quem pagou?

Aquilo que eu mesmo manufaturei, usei material que não era meu, mas da natureza.
Se era teoricamente meu, quem me vendeu pegou da Natureza.
De quem é a Natureza?

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Ainda tem crentes que apoiam essa corja

Recebi uma mensagem de uma irmã em Cristo que criticou os crentes que "ainda apoiam essa corja do PT".

Segue a minha resposta:

É interessante que a única corja que algumas pessoas criticam se resumem a filiados de um único partido. Como se todos os problemas do mundo ou do Brasil estivessem no PT, como se os corruptos não estivessem infiltrados em TODAS AS AGREMIAÇÕES POLÍTICAS.

Infelizmente algumas pessoas estão com os olhos vendados para a realidade na política e na sociedade.

Tem pessoas que acreditam em tudo o que recebem por e-mail, nem verificam se é verdade. Esquecem do que Paulo disse: Examina tudo, retende o bem.

Certas pessoas condenam antes de julgar.

Certas pessoas julgam antes de ouvir o outro lado.

Certas pessoas repetem acusações sobre as quais não têm conhecimento, destruindo vidas e reputações, a pretexto do "bem da sociedade".

Muitos se sentem seguros por ter o mesmo discurso e a mesma opinião do grupo mais aceito, deixam-se levar tranquilamente junto com a onda que igualmente não sabe para onde vai.

Quem discorda desse grupo é considerado ignorante, burro, mesmo.

Eu prefiro ser coerente e resguardar a postura de defensor da Verdade, mesmo que seja condenado pelo mundo por isso. Melhor do que PROPAGAR MENTIRAS EM NOME DE UM BEM MAIOR.

Ainda bem que os crentes DE VERDADE não apoiam essa corja do PT. Nem a corja de qualquer outro partido.


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Isso é arte?

Será que alguém pode explicar se isso que eu fiz é arte?
Material: Jornais velhos e estilete.

Gostei. 



sábado, 10 de setembro de 2016

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Folheto evangelístico clássico

Outro dia, ou melhor, outra noite, próximo à rodoviária de Belo Horizonte, recebi um folheto evangélico, do tipo dos que eu mais gosto: mensagem realmente impactante.

Compartilho.





domingo, 4 de setembro de 2016

Não duvide do choro de ninguém


Nunca desconfie do choro de quem quer que seja.
É melhor ser enganado por lágrimas fingidas
que duvidar de um suspiro sincero.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Pensamento do dia

"Tá tudo dando errado há muito tempo 
e ninguém aprende com os erros?" (Vielmi, Bárbara)

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Eu tomei o caminho que poucos escolheram

Há muitos e muitos anos atrás, quando eu ainda era um jovem de 20 anos, um amigo me emprestou um livro que continha, na introdução, um poema muito bonito: A estrada não trilhada, de Robert Frost (The Road not Taken).

Acontece que, quando a gente é jovem, não consegue entender muito bem alguns pensamentos mais profundos. Hoje, no auge dos meus 32 (rs), posso dizer que o poema é, realmente, inspirador. Imagine quando eu tiver 40...

Segue abaixo o poema traduzido e o original. Caso não o considere "grandes coisas", dê uma outra chance a si mesmo daqui a uma ou duas décadas e releia.

Espero seu comentário. Um abraço!

A Estrada não Trilhada

Robert Frost / Tradução: Renato Suttana

Num bosque, em pleno outono, a estrada bifurcou-se,
mas, sendo um só, só um caminho eu tomaria.
Assim, por longo tempo eu ali me detive,
e um deles observei até um longe declive
no qual, dobrando, desaparecia…

Porém tomei o outro, igualmente viável,
e tendo mesmo um atrativo especial,
pois mais ramos possuía e talvez mais capim,
embora, quanto a isso, o caminhar, no fim,
os tivesse marcado por igual.

E ambos, nessa manhã, jaziam recobertos
de folhas que nenhum pisar enegrecera.
O primeiro deixei, oh, para um outro dia!
E, intuindo que um caminho outro caminho gera,
duvidei se algum dia eu voltaria.

Isto eu hei de contar mais tarde, num suspiro,
nalgum tempo ou lugar desta jornada extensa:
a estrada divergiu naquele bosque – e eu
segui pela que mais ínvia me pareceu,
e foi o que fez toda a diferença.

- - -


The road not taken


Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I-
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Abortar ou não abortar? Uma questão além da medicina

(HISTÓRIA REAL)
Um médico sugeriu à sua paciente que interrompesse a gravidez pois a criança tinha Síndrome de Down. Após refletir bastante, e com o apoio de seu esposo, ela decidiu levar a gestação adiante.
Após pouco mais de um ano, ela decidiu escrever uma carta para o obstetra, que havia dito que a qualidade de vida do casal pioraria miuto devido à condição especial da criança. Leia:

“Querido doutor,

Uma amiga me contou recentemente sobre quando o médico do pré-natal via o filho dela nos ultrassons. Ele avaliava o bebê e comentava ‘ele é perfeito’. Quando o bebê nasceu com Síndrome de Down, ela foi ao consultório do mesmo médico. Ele olhou para ela e falou: ‘Eu te disse. Ele é perfeito’.

A história dela me deixou em pedaços. Ao mesmo tempo em que eu estava muito grata pela experiência da minha amiga, fiquei triste pela que eu deveria ter tido. Eu gostaria que você fosse aquele médico.

Fui até você no momento mais difícil da minha vida. Eu estava assustada, ansiosa e em completo desespero. Eu ainda não sabia a verdade sobre o meu bebê e, por isso, eu precisava desesperadamente de você. Mas, ao invés de suporte e encorajamento, você me sugeriu que eu abortasse a minha criança. Eu te disse o nome dela e você nos perguntou de novo se entendíamos o quão baixa seria a nossa qualidade de vida com uma pessoa com Síndrome de Down. Você propôs que a gente reconsiderasse a decisão de continuar a gravidez. A partir daquele encontro, nós temíamos nossas consultas. O momento mais difícil da minha vida se tornou quase insuportável porque você nunca me disse a verdade. Minha criança era perfeita.

Eu não estou brava. Eu não estou amarga. Estou apenas triste. Triste porque os pequenos corações pulsantes que você vê todos os dias não fazem você se admirar. Estou triste que aqueles detalhes e o milagre daqueles dedinhos, pulmões, olhos e ouvidos nunca te dão uma pausa. Estou triste por você estar tão errado quando disse que a minha bebê com Síndrome de Down iria diminuir a nossa qualidade de vida. E estou com o coração partido pela ideia de que você ainda fale isso para outras mães. Mas estou ainda mais triste porque você nunca vai ter o privilégio de conhecer a minha filha. Emersyn.

Porque, sabe de uma coisa? Emersyn não só melhorou nossa qualidade de vida como também tocou o coração de milhares de pessoas. Ela nos deu um propósito e uma alegria impossíveis de expressarmos. Ela nos deu sorrisos maiores, mais risadas e beijos do que jamais vimos nas nossas vidas. Ela abriu nossos olhos para a verdadeira beleza e o amor puro.

Então, minha oração é para que nenhuma outra mãe tenha que passar pelo que passei. Minha oração também é para que você veja a verdadeira beleza e o amor puro em cada vida exibida nos ultrassons. E minha oração é para que o próximo bebê com Síndrome de Down que você vir no útero de uma mãe faça com que você olhe para ela, me veja, e diga a verdade… ‘Sua criança é absolutamente perfeita’”










quinta-feira, 30 de junho de 2016

In god we trust


Foto tirada em Juiz de Fora - MG, em um sábado chuvoso, na Avenida Rio Branco.
Uma das melhores fotos que já tirei no trânsito.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Será melhor trabalhar por dinheiro ou pela experiência?

Recebi um convite que pode representar um grande progresso profissional para mim: serei correspondente de um programa no rádio, responsável por um quadro de notícias. Quanto ganharei por isso? Nada em dinheiro, mas certamente uma bagagem de conhecimento e habilidade fora de série.

Fico pensando em quantas oportunidades as pessoas perdem por se recusarem a serem voluntários. Também não sabem que tais experiências abrilhantam qualquer currículo, além de melhorar nossa auto-estima e nos tornar mais dignos. É importante saber ser o "cara que faz o café da turma" quanto ser o gerente de um grande projeto. Fazer por querer que seja bem feito ou para que gere satisfação para alguém, não pelos reais que podem ser depositados na sua conta.

Se hoje sou fotógrafo, devo à oportunidade que me deram para auxiliar com trabalhos voluntários. Tive quem me ensinasse o básico, a máquina semiprofissional estava à disposição e o cargo me obrigava a me capacitar. Da mesma forma aprendi a comunicar no rádio, a digitar com velocidade, dentre tantas outras "habilidades" que a necessidade fez com que surgissem em mim.

Sou grato a Deus por todas as vezes em que fiz alguma coisa sem esperar recompensa, pois foram exatamente essas atividades o respaudo para que superasse os desafios na vida pessoal e ainda serviram de degraus na escada da vida profissional.

Que tal começar a perguntar mais: "precisa de ajuda?"

domingo, 26 de junho de 2016

Promessa de Deus para a sua família. Faça questão de ver cumprir!

Num desses domingos, fui convidado pelo meu Pastor Marco Antonio Mendes para ser o mensageiro na Sede Nacional da Igreja Evangélica Preparatória, onde sou membro.

A mensagem fala sobre o versículo que diz: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa".

Segue o link.

Site para testar velocidade de digitação

Um dos lugares onde que eu mais gostava de ir quando criança era na casa dos meus avós paternos. Lá moravam meu saudoso avô Hélio, a vó Don'Ana e o tio Giovanni. Nem sempre eu encontrava com meus primos, por isso às vezes ficava brincando sozinho com uma miniatura de ônibus ou com o curió que dormia quando a gente fazia carinho nele. Mas meu brinquedo predileto era a máquina do vô Hélio.

Eu passava grande parte do tempo datilografando coisas diversas. Nem sempre havia folhas brancas, então qualquer pedaço de papel era transformado em lauda para exercício literário. A sensação era ótima, o som das batidas eram fantásticas! Quando apertava duas teclas simultaneamente e estas agarravam, puxava de volta com o dedo e estava tudo superado.

Meu primeiro contato com a velocidade da digitação, me lembro, foi ver meu tio Giovanni datilografando seu nome completo. Foi surpreendente à época. Muitos anos depois, em Santos Dumont (MG) vi um gerente de banco digitando em alta velocidade no computador sem olhar para teclas ou para a tela: fiquei espantado. Como seria possível aquilo?

Queria muito ter feito curso de datilografia ou digitação, mas não foi possível. Então, quando tive a oportunidade de ter um computador em casa, treinei o quanto pude. Apresentado a um programa que ensinava a posição correta na digitação, me esforcei muito para alcançar a digitação correta e veloz que almejava. 

Com meu objetivo alcançado, conheci um site onde é possível testar a velocidade de digitação: 10fastfingers. Achei muito interessante e bem preciso. A ideia é simples: dentro de um minuto são medidos sua velocidade de batida e sua precisão de acertos. 

Recomendo para você testar e também para ser um estímulo ao seu aprimoramento de digitação. 


Este foi um dos testes que realizei, mas já alcancei resultados melhores. Qual a sua velocidade de digitação? Faça o TESTE e responda nos comentários! 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Novas impressões sobre os Surdos

Uma disciplina que cursei no primeiro semestre de 2016, fazendo Direito no Instituto Metodista Izabela Hendrix, mudou completamente minha visão sobre a comuidade surda e eu quero compartilhar isso. 

Os Surdos sinalizantes sentem-se completos, não lhes falta a audição. São perfeitamente capazes de se comunicar e se expressar, mas na língua de sinais. 

Segue um relato extraído do documentário "Som e Fúria"

"Eu sou o primogênito da família, e sou surdo. Jamais diria que preferiria ouvir.

Sou muito feliz com a surdez. Quem iria querer mudar? No fundo do coração, sei que sou assim.
Se me dessem uma pílula que me fizesse ouvir, será que a engoliria? Jamais. Eu iria a um hospital para vomitar e voltar a ser surdo. Eu quero ser surdo.

Quando meus três filhos nasceram surdos também, eu pensei: “Que ótimo! Meus filhos são como eu.” Comecei a fazer sinais para Heather, a mais velha, quando ela ainda era um bebê de colo. Hoje, olho para ela e me espanto. Aos cinco anos, já tem fluência nos sinais."

quinta-feira, 16 de junho de 2016

O jornaleiro que pedia punição a presidente agora quer o perdão. A opinião muda de acordo com quem ocupa o cargo?

O que mais me incomoda em toda essa campanha de ódio contra Lula/Dilma/PT é o uso de dois pesos e duas medidas. Há quem lance mão de balança enganosa, procurando provar que este é pior que aquele por critérios falacioso.

Aqui perto do escritório tem um jornaleiro que escreve impropérios sempre que as notícias que vende mencionem a "corja petista". Já escreveu que "trabalhador tem que formar sindicato, não partido político" e que "o preço do feijão subiu porque o governo petista não controlou a produção", essa última com o governo Temer em pleno exercício.

Hoje me deparei com a foto abaixo, onde a manchete do jornal diz "Temer pediu propina para campanha em SP, diz delator". Só que não haviam acusações, reclamações, sequer uma crítica, nem mesmo construtiva. Nem ao menos o silêncio que eu esperava, já que não havia petistas envolvidos com novas tramoias.

"Neste mundo de Deus, deveria prevalecer o perdão; mas quase sempre prevalece a vingança."

O sangue nos olhos de outro dia era só reflexo da bandeira do PT. Sobre a nova delação nem sequer uma palavra contra a corrupção ou em favor da ética. O manifestante se converteu e agora prega o perdão de Deus como exemplo para os homens, ao menos até a nova acusação contra aquela "corja petista".

Inacreditável


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Você se dá melhor com bichos ou com gente?

Atualmente tenho convivido muito com protetores de animais devido à ligação do meu trabalho com a causa.

Acho que todos temos um pouco de protetor em nós ou, pelo menos,  nos importamos com os bichinhos. Mas tem um comportamento que me deixa, no mínimo, admirado: pessoas que tentam preencher a figura do filho ou do companheiro com animais em suas vidas.

É muito fácil julgar a quem quer que seja, exceto a mim mesmo. Sei que estes tutores dedicados frequentemente ouvem advertências e recomendações a não se envolverem tanto. Também são acusados, dentre outras coisas, de se importarem mais com animais que com seres humanos.

Existe um falso dualismo presente na população em geral: homens x animais. Quem cuida de animais não cuida de crianças, quem defende a causa despreza as gentes. Por que não seria possível fazer a ambos, preocupar-se com os seres humanos e não humanos?

Por isso eu penso que alguns protetores cometem um erro ao considerarem-se satisfeitos em dispensar seus cuidados exclusivamente aos animais. Estes, por vezes, doam-se totalmente à promoção do bem-estar de pets, mas não se movem na direção do bicho-gente.

Outro equívoco está em preferir a solidão em companhia de gatos ou cães, por exemplo, a tolerar os defeitos sem número da nossa espécie. Assim como o peludo de quatro patas é insubstituível, o espaço do irmão/amigo/filho não pode ser preenchido de outra forma.

É muito mais fácil ser amigo dos animais do que de seres humanos. O desafio é ser amigo de ambos!

terça-feira, 7 de junho de 2016

Como um sonho me fez desistir do Alemão

Eu sempre achei o Alemão um idioma extremamente dificil, mesmo sem nunca ter sequer tentado aprender. Daí eu me dediquei ao Inglês, a língua das músicas de sucesso e de toda cultura estrangeira vendida no Brasil.

Acontece que, quando comecei a aprender Direito, fiquei sabendo que grande parte do nosso ordenamento jurídico dialoga com a doutrina alemã. Volta e meia tem algum jurista comentando sobre tal tese germânica ou sobre a especialização feita em Berlim.

Fui incentivar um jovem a ocupar seu tempo na internet com algo útil. Lembrei do aplicativo Duolingo, que estava auxiliando minha tia, que vive na América, a aprender Inglês. Para motiva-lo, instalei no meu celular também e comecei as primeiras lições de Alemão.

O problema aconteceu noite passada. Eu gripei e foi muito difícil dormir com dificuldade na  respiração.  Então comecei a sonhar que quando eu falava Alemão ajudava a melhorar.  Ein Mann, der Apfel, du bist eine Frau. E uma hora depois eu acordei com uma baita dor na língua!

Nada fazia passar.  Massageei com a ponta do dedo,  molhei com bastante água, tudo em vão: parecia que alguém tinha dado um nó na minha língua. Fiquei muito bravo, demorou mais um tempão pra conseguir dormir aquela noite.

Mudei a versão do aplicativo para Inglês, o teste diz que minha fluência está muito boa. Goodbye, German!

domingo, 5 de junho de 2016

Você é fonte de água doce e salgada ao mesmo tempo?

Tem umas coisas que me deixam indignado, mas que, para quem me lê, podem ser banais. Receber slides motivacionais baseados em mentiras infantis, por exemplo, costuma me tirar do sério. Se envolve religião, então, acaba comigo.

Todos que me conhecem sabem o quanto eu prezo minha fé e respeito todas as crenças. Por isso que não aceito, em nenhuma hipótese, que use a mentira pra convencer de uma verdade. O fim não justifica o meio.

"Cientistas captam vozes do inferno". "Nasa comprova que falta um dia na história da humanidade". Queda das Torres Gêmeas estava predita na Bíblia".

Daí você dá um Google e o que encontra? Sites de ateus provando que são invencionices e equiparando tais balelas com outras "lendas" bíblicas,  como o Dilúvio e a passagem pelo Mar Vermelho. Já é tão difícil ensinar a verdade, ainda temos que ver essa poluição invadir os ares da Palavra de Deus.

O que leva alguém a fazer isso? Não precisamos da ciência para comprovar nada, muito menos de subterfúgios sem base alguma que, ao invés de convencer, expõem o nome de Deus ao ridículo.

Quem espalha essas mensagens pseudo-bem intencionadas também difama famosos, disseminando boatos que recebeu da mesma forma. Correntes dizendo que a cura de todos os cânceres está em comer tal fruta, que o menino vai receber $0,50 a cada e-mail repassado, que a mansão com torneiras de ouro é do pastor, do empresário, do político.

Pense antes de compartilhar, verifique a fonte. A perda da sua credibilidade está a um clique do mouse.

sábado, 4 de junho de 2016

É dando que se recebe

Tem algumas coisas simples que a gente não dá muita importância, mas fazem toda diferença no relacionamento com pessoas com quem nos importamos. Uma dessas coisas é presentear.

Não me refiro aqui àquela suntuosidade que você demora alguns meses pra pagar. Por incrível que pareça, uma lembrancinha dada com carinho pode agradar da mesma forma.

Então, já que você vai visitar a sua avó no domingo, por que não levar um queijo que ela gosta? E se passar na loja de artesanato e vir aquela peça que te fez lembrar do amigo, que tal gastar um pouquinho e levar pra ele?

É óbvio que você não vai conseguir comprar ninguém, nenhum presente é capaz de apagar as burradas que você aprontou algum dia. Porém, se coloque no lugar de quem está recebendo: não seria legal ver que foi lembrado? Você não se sentiria valorizado?

Gastar um pouquinho com os outros faz bem pra você também!

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Dicas de última hora para provas

Quero dar uma dica pra você que está estudando ou está em vista de fazer uma prova.

Sempre ouvi dizer que no dia da prova você deve descansar, o que você não aprendeu em meses não vai aprender em algumas horas, etc. Até faz algum sentido, mas pense comigo: você vai ocupar a cabeça com qualquer outra coisa pra que?

Eu tenho usado uma "técnica revolucionária", mais uma das Ismailices que invento, pra fazer as provas da faculdade. Cerca de uma hora antes da prova faço aquela revisão na matéria, escrevendo a parte os tópicos que sei que preciso lembrar. E pimba!, faço a prova muito mais confiante!

Lógico que antes disso prestei atenção na aula, peguei com a colega caprichosa a matéria que de vez em sempre não transcrevi no caderno... O resultado tem me surpreendido e você não perde por tentar.

Ficam minhas dicas:
A semana mais importante para o Enem é a última.
A hora mais importante antes da prova é a última.
Até pra deixar tudo pra última hora você tem que se planejar (ter a matéria completa em mãos).

Bons estudos!

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Para agir com isonomia, é imprescindível tratar os iguais na medida da sua igualdade e os desiguais na medida da sua desigualdade.
Tudo o que eu tenho foi Deus quem me deu!

terça-feira, 31 de maio de 2016

Como se despedir em e-mail

Encontrei certa dificuldade em terminar um e-mail para alguém que trabalha comigo, por quem tenho simpatia mas não gostaria de terminar escrevendo "abraços". Fiz uma busca, mas não encontrei a resposta como eu queria.

Sugiro aos que passarem por isso:

FECHOS DE E-MAIL CRIATIVOS E NÃO-USUAIS
À disposição,
Conte comigo!,
Aguardo retorno,


FECHOS DE E-MAIL BATIDOS E USUAIS
Att,
Atenciosamente,
Abraços,
Até mais! ou Até breve! (acho horrível, só dá pra usar uma vez)
Cordialmente,
Cordiais saudações,
Sem mais,

quarta-feira, 23 de março de 2016

Charge do dia

Na charge, o Ministro do STF Teori Zavascki está de braços dados com Lula, conduzindo-o em direção à Brasília. A figura que fica para trás é o juiz Sérgio Moro, com expressão de aborrecimento e surpresa.

A notícia que referencia o desenho é a que está abaixo:
Teori manda Moro devolver ao STF caso sobre Lula; nomeação como ministro segue suspensa
http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/2016/03/teori-determina-que-moro-envie-investigacao-sobre-lula-para-o-stf.html

A charge é do Sponholz para o Jornal da Manhã (PR).

terça-feira, 22 de março de 2016

A charge acima ilustra bem uma situação muito incômoda pra mim, estudante de Direito.

O Ministro do STF Gilmar Mendes se tornou uma mala-sem-alça a ser empurrado pela justiça.

Não há conselho superior que o corrija e, por isso, pode julgar adversários declarados e prescindir da imparcialidade, fundamental a qualquer juiz.

A charge é do Mario, para o Tribuna de Minas

quinta-feira, 10 de março de 2016

Periodicidade de trocadilhos e a hora de parar

Tenho um amigo que sabe tudo de internet. Sério, tudo mesmo. Redes sociais, e-business, blogs...

Daí ele me fez uma cobrança hoje: Há quanto tempo você não faz uma postagem? Perguntou para mais dois blogueiros que trabalham comigo e, para nossa surpresa, há 3 semanas. 

Não se deteve e veio com a lição de moral:

- Por isso eu sempre friso aquela palavrinha fundamental para o blog: peridici... Peri. Pedi.
- Pediciosidade
- Pediri...

E cada um arriscou uma versão diferente, até que alguém socorreu a turma:

- Periodicidade!

É óbvio. Período, periodicidade. Mas essa pequena "confusão linguística" ensejou um problema maior: o fatídico trocadilho.

- Período da cidade. Periodicidade!

Quando alguém "comete" trocadilho (sim, é quase um crime aqui no escritório) há duas reações possíveis. Execração ou contaminação. Dessa vez, ocorreu a segunda.

(O bem-humorado) Você sabe que o assistente social também é um comunicador?
(A estagiária) Sério? 
(O bem-humorado) É. Quando alguém morre é ele quem liga, e "comunica a dor para a família".
(O inimigo dos trocadilhos) Pare. Apenas pare.
(O bem-humorado) E o promotor? Todo mecânico é "pro motor". 

E vimos que era hora do almoço, a fome havia afetado o juízo de alguns. E para evitar danos piores, vou tentar manter a periodicidade da publicação (o bem-humorado: publicação - devemos "publicar a ação", sabia?)

Deu. Deu por hoje.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Critérios morais adequados à parcialidade de nossos cérebros. Ou: Dois pesos e duas medidas

Achei a reflexão do Hélio Schwartsman fantástica. Foi publicada na Folha de S.Paulo, em 21 de fevereiro de 2016, durante a duradoura batalha entre "coxinhas" e "petralhas" sobre o verdadeiro caráter das investigações envolvendo dois ex-presidentes do Brasil.

Para a direita, iniciativas investigando Lula são "justiça sendo feita", enquanto as que envolvem Fernando Henrique são "para tirar o foco do Lula". Para a esquerda, perseguidores do MP e a PF escolheram o bandido, Lula, e agora procuram algum crime para imputar-lhe, ao passo que jamais irão "devassar" a vida do FHC da mesma forma que fizeram com Luiz Inácio.

"O que eu gosto da política é que ela escancara a parcialidade de nossos cérebros, que não hesitam em adequar os critérios morais que usamos à pessoa que está sendo julgada. Aos amigos, os benefícios da dúvida, aos inimigos, os rigores da lei." (Hélio Schwartsman)

Pendengas na bodega à parte, só tenho uma certeza: vou continuar aguardando o fim de toda e qualquer investigação e os julgamentos, inclusive recursos, para então, e só então, emitir talvez algum juízo de valor sobre quem quer que esteja sendo acusado.

Enquanto isso, permaneço com a consciência tranquila; não estou condenando ninguém injustamente, seja amigo ou inimigo.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A nova escritora

A conversa transcorria normalmente até aquele momento, mas Márcio chegara a seu limite. Naquela sala ampla e arejada, apenas duas das oito mesas ainda eram ocupadas por ele, advogado, e por Cláudia, jornalista; os outros saíram pontualmente às seis, deixando os dois “Caxias” enfurnados no volume de trabalho que não cabia no horário de expediente.

Márcio reconhecia em sua colega de trabalho um potencial ímpar para escrever e, ao mesmo tempo, já não suportava as constantes queixas sobre o ambiente corporativo selvagem em que se inseria. A jornalista, segundo o Márcio, estava dia após dia aprisionando uma talentosa escritora e, como todos sabem, não se deve encarcerar alguém tão importante sem justa causa. Ainda por cima, dizia ele, no dia em que ela libertasse o Alberto Caeiro de dentro de si se descobriria o Fernando Pessoa que sempre foi.

- Então, você vai começar logo a escrever ou não?

- Agora? Não, vou pra casa! Nem pensar, estou há dez horas nessa joça.

- Ontem você ficou quatorze e não fez nada de útil para a humanidade. Pode começar agora a pagar essa dívida, que tal?

- Olha, Márcio, eu agradeço mesmo, de coração, o seu incentivo, mas vamos deixar pra outro dia. Eu já não me aguento de fome, de cansaço, de tudo nesse lugar...

- Você tem que tirar algum proveito, Cláudia. Se não começar a escrever aqui, em casa é que você não vai. Encare como uma hora de trabalho para si mesma. Aliás, você nunca recebeu sequer uma hora extra das milhares que já fez para o Dr. Wesley. Nada demais fazer uma horinha pra você.

- Tem um problema, eu não tenho assunto.

- Ah, pelo amor de Deus. Escreve qualquer coisa! Fala mal do governo...

- Mas eu não sou contra o governo!

- Fala assim mesmo, é o que está na moda. Daqui a pouco vão chamar você para o “O Oposicionista”.

- Ah, não. Dos meus princípios eu não abro mão, se for para ir contra meus os ideais, é melhor que eu desista antes de começar!

- Então escreve sobre o risco de extinção do Mico-Leão-Dourado. Você sabe que bicho é o que vende, todo mundo gosta.

- O mico-leão-dourado não está mais ameaçado, Márcio. E eu até gosto de bicho, mas o assunto está tão batido que toda vez que alguém fala dos animais parece propaganda eleitoral.

- Escreve logo o que der na telha! O importante é começar. Como dizia Machado de Assis: não há como saber o que existe dentro da castanha sem quebrar a casca. Escreve um texto sobre a desigualdade social e outro sobre a livre iniciativa. Depois faz um que aborde os hábitos saudáveis no ambiente de trabalho e outro sobre multitarefas, aí você cria um artigo sobre a convivência com vizinhos barulhentos e...

- Epa! Epa! Você quer que eu escreva ou frite pastel? Quem escreve a gosto do freguês é a galerinha chapa branca. Eu preciso me concentrar, essa pressão toda não está me ajudando. Se você não sabe o que quer, deixa eu pensar um pouco.

- Ok, vou tomar um café, então. Quando voltar, eu quero ver o que você escreveu. Põe uns termos poéticos no começo, daí você deixa umas frases curtas e escreve que...

- Vai logo, Márcio!

Na copa, ele serviu café morno, mas o açúcar tinha acabado de novo e – fazer o que? - foi tomar água. Nem ligou; o que importava, pensava ele, era dar um tempo para desabrochar a veia literária de sua amiga. Talvez ela pudesse usar um heterônimo masculino até seus textos serem populares, já que o mercado se importa menos com o gênero literário que com o gênero do autor. Daí ela seria uma nova Clarice Lispector, uma Cecília Meireles do terceiro milênio. Na realidade, Márcio esperava ver nela a escritora que ele próprio não conseguiu ser.

Voltou, então, após poucos minutos, ansioso por ver a semente brotando na terra fértil. Qual não foi a surpresa quando a encontrou vidrada na telinha do celular, e o monitor do computador com uma página em branco aberta.

- O que aconteceu, Cláudia?

- O Dr. Wesley está numa reunião, pediu para fazer o release agora e mandar para três jornais. E quer texto exclusivo para cada um. Está me mandando alguns áudios no whatsapp.

- Esse lugar sufoca seu talento, será que você não percebe? Você vai acabar com o seu potencial aqui até que ele sugue a última gota de energia e criatividade que lhe restar. Chega, desisto.

E sentou-se na mesa ao lado, para ajudar a terminar o bendito texto on demand que a “amiga escritora” não precisaria fazer se já tivesse em casa.