Recebi um convite que pode representar um grande progresso profissional para mim: serei correspondente de um programa no rádio, responsável por um quadro de notícias. Quanto ganharei por isso? Nada em dinheiro, mas certamente uma bagagem de conhecimento e habilidade fora de série.
Fico pensando em quantas oportunidades as pessoas perdem por se recusarem a serem voluntários. Também não sabem que tais experiências abrilhantam qualquer currículo, além de melhorar nossa auto-estima e nos tornar mais dignos. É importante saber ser o "cara que faz o café da turma" quanto ser o gerente de um grande projeto. Fazer por querer que seja bem feito ou para que gere satisfação para alguém, não pelos reais que podem ser depositados na sua conta.
Se hoje sou fotógrafo, devo à oportunidade que me deram para auxiliar com trabalhos voluntários. Tive quem me ensinasse o básico, a máquina semiprofissional estava à disposição e o cargo me obrigava a me capacitar. Da mesma forma aprendi a comunicar no rádio, a digitar com velocidade, dentre tantas outras "habilidades" que a necessidade fez com que surgissem em mim.
Sou grato a Deus por todas as vezes em que fiz alguma coisa sem esperar recompensa, pois foram exatamente essas atividades o respaudo para que superasse os desafios na vida pessoal e ainda serviram de degraus na escada da vida profissional.
Que tal começar a perguntar mais: "precisa de ajuda?"
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