quinta-feira, 16 de junho de 2016

O jornaleiro que pedia punição a presidente agora quer o perdão. A opinião muda de acordo com quem ocupa o cargo?

O que mais me incomoda em toda essa campanha de ódio contra Lula/Dilma/PT é o uso de dois pesos e duas medidas. Há quem lance mão de balança enganosa, procurando provar que este é pior que aquele por critérios falacioso.

Aqui perto do escritório tem um jornaleiro que escreve impropérios sempre que as notícias que vende mencionem a "corja petista". Já escreveu que "trabalhador tem que formar sindicato, não partido político" e que "o preço do feijão subiu porque o governo petista não controlou a produção", essa última com o governo Temer em pleno exercício.

Hoje me deparei com a foto abaixo, onde a manchete do jornal diz "Temer pediu propina para campanha em SP, diz delator". Só que não haviam acusações, reclamações, sequer uma crítica, nem mesmo construtiva. Nem ao menos o silêncio que eu esperava, já que não havia petistas envolvidos com novas tramoias.

"Neste mundo de Deus, deveria prevalecer o perdão; mas quase sempre prevalece a vingança."

O sangue nos olhos de outro dia era só reflexo da bandeira do PT. Sobre a nova delação nem sequer uma palavra contra a corrupção ou em favor da ética. O manifestante se converteu e agora prega o perdão de Deus como exemplo para os homens, ao menos até a nova acusação contra aquela "corja petista".

Inacreditável


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